segunda-feira, 19 de abril de 2010

engraçado como introjetamos algumas coisas e nem percebemos...
hoje senti uma paz de espírito que há muito não sentia ao ouvir uma música na rádio.... depois parei para pensar na letra... e era exatamente tudo aquilo que eu sentia...
aqui vai a letra... (para musica http://www.youtube.com/watch?v=HIRGNzVIz6Y)

Know it sounds funny

But, I just can't stand the pain
Girl, I'm leaving you tomorrow
Seems to me girl
You know I've done all I can
You see I begged, stole and I borrowed! (Yeah)

Ooh, that's why I am easy
I'm easy like sunday morning
That's why I'm easy
I'm easy like sunday morning

Why in the world would anybody put chains on me
I've paid my dues to make it
Everybody wants me to be
What they want me to be
I'm not happy when I try to fake it! No!

Ooh, that's why I am easy
I'm easy like sunday morning
That's why I'm easy
I'm easy like sunday morning

I wanna be high, so high
I wanna be free to know
The things I do are right
I wanna be free
Just me! Whoa, oh! Babe!

That's why I am easy
I'm easy like sunday morning, yeah
That's why I'm easy
I'm easy like sunday morning, whoa
'cause I'm easy
easy like sunday morning, yeah
'cause I'm easy
easy like sunday morning

domingo, 11 de abril de 2010

"...Ai, palavras, que estranha potência a vossa..."

Algumas pessoas dizem que palavras são só palavras... bem, isso pode ser verdade para alguns, a quem as palavras parecem nunca atingir... arriscaria alguns palpites do porquê, mas não vem ao caso.
O fato é que em mim elas sempre marcam... e muito. E mais uma vez escutei algo (e não poderia ter tido origem diferente da que teve), que me trouxe ao menos um pouco que seja de tranquilidade diante da confusão e do medo que descrevi abaixo sobre o movimento de luta contra a inércia: o medo da mudança, da perda...
"não quero ser a única opção... eu quero ser uma escolha entre várias possibilidades que a liberdade dá"
É isso... não posso sentir medo da liberdade dos outros. Não posso aprisionar a minha própria liberdade por medo.
Sim, eu quero ser uma escolha consciente... uma escolha por quem eu sou de fato, com meus defeitos, meu amor sincero. Não quero ser o possuidor de um passarinho na gaiola, que canta para mim por estar preso...
Viva a vida, viva a liberdade e viva a livre escolha. Se, no tempo certo, essa escolha ainda recair em mim, a inércia terá sido vencida, os medos superados, a felicidade recobrada e outra inércia instalada. É o que espero...

Contos de fadas...

Desde Shakespeare que os contos infantis, as telenovelas e os filmes água com açúcar seguem a mesma receita: há o primeiro contato, na maior parte das vezes apenas uma conversa rápida ou um olhar. Depois há a aproximação e o início de uma relação amorosa intensa, cheia de paixão. Mas aí acontece algo que interrompe aquela relação... faz com que aquela paixão seja proibida, indesejada... impossível. Mas a obstinação e o amor sempre superam, e aí há o reencontro. E aqui a receita shakespeariana é mudada... e vivem felizes para sempre.
A vida imita a arte e a arte imita a vida... e dessa vez, apenas dessa vez, eu gostaria que a vida imitasse a arte menor, a arte comercial dos contos de fadas...
Bem que eu sempre disse que o discurso do romântico me conquistou ainda criança...

Inércia e Medo

Maldita inércia. É impressionante como sair do estado de movimento atual ou mesmo da ausência de movimento é doloroso, sofrido, angustiante. Tanto quanto na matéria, no cotidiano de nossas vidas essa mudança requer dispêndio energético. É preciso investimento. Mas o medo sempre acompanha... o medo do devir... o medo da perda... e a insegurança da novidade... por pior que seja uma situação, se já a conhecemos é mais fácil de lidar. Aprender também dói... É, viver não é fácil...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Felicidade e essência...

Frase do século (claro, tinha que vir de um jornalista!): "A felicidade é uma invenção humana. Ela não estava nos planos da Natureza". Sensacional!!!
Acho que nem precisava comentar, mas me sinto na obrigação. Isso só faz confirmar minhas suspeitas da postagem anterior... ou a evolução humana é uma grande farsa ou os jornalistas são realmente uma raça a parte...
Quem sabe um dia eu consigo ganhar dinheiro falando o óbvio e ainda posar de intelectual...
Pensando bem, nem quero mesmo!

Da Sapiência e Primitividade...

O homem acha-se no direito de autoproclamar-se sapiens e, não contente com uma sapiência só, diz-se ainda Sapiens Sapiens. No entanto, cada vez mais me convenço de que pouco adiantou tanta sabedoria se ainda o que o regula são os instintos mais primitivos... sua animalidade. Em uma rápida olhada numa banca de jornal e lá está a chamada da semana da importantíssima revista Men's Health: Transe mais no Verão. Ao lado, a chamada da Women's Health: Barriga Chapada e Sexy e Sexo na potência máxima - Dicas para você colocar em prática agora. Sensacional. Os homens inventam maravilhas eletrônicas, carros superluxuosos, bebidas as mais diversas, mas tudo para tentar inovar na forma de conquistar o sexo oposto e conseguir o que queria: SEXO. As mulheres só precisam ficar em forma (ok, a estética é uma invenção humana!) e conseguir SEXO. Perfeito! E depois reclamam dos pássaros, que, desde que existem, limitam-se a cantar para conseguir acasalamento...
É... talvez eu esteja sendo radical e essa seja uma característica apenas de uma raça Sapiens a parte: os jornalistas...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mais um do mestre...

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.